Júnior Viégas - Percussionista

Ijexá - Pandeiro

Nível de Dificuldade:

4 estrelas

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Vídeos de variações de Ijexá

Histórico

O Ijexá resiste atualmente como ritmo musical presente nos Afoxés.

O Afoxé, de origem ioruba, pode ser traduzido como “a fala que faz” e é um símbolo da cultura africana expressada em manifestações ligadas à religião, música e comportamento. Foi a primeira manifestação negra a desfilar pelas ruas da Bahia, em 1885 e alguns pesquisadores acreditam ser uma forma de arte originada das mesmas raízes do maracatu.

Para sua concepção, três instrumentos são essenciais: o afoxé (ou agbê), uma cabaça coberta por uma rede formada de sementes ou contas, que é percutido pelo agito da rede, que fricciona no corpo da cabaça; os atabaques, de três tipos e três tamanhos diferentes, que em conjunto traduzem o som do ijexá; e o agogô, formado por duas campânulas de metal, com sonoridades diferentes, que dita o ritmo aos demais instrumentos.

O Afoxé está longe de ser sinônimo de bloco carnavalesco, é uma manifestação que tem profunda vinculação com as manifestações religiosas dos terreiros de candomblé. As melodias entoadas nos cortejos dos afoxés são praticamente as mesmas cantigas ou orôs entoados nos terreiros afro-brasileiros que seguem a linha ijexá, e por isso o afoxé, muitas vezes, é chamado de “Candomblé de rua”.

O Ijexá, dentro do Candomblé é essencialmente um ritmo que se toca para Orixás, como: Oxum , Osain, Ogum, Logum-edé, Exu, Oba, Oyá-Yansan, Oxalá, Xangó, Oxumare, Yewa, Nanâ Iemanja, Odé (oxossi), Osayn e Omúlu.

Ritmo suave mas de batida e cadência marcadas de grande beleza, no som e na dança. O Ijexá é tocado exclusivamente com as mãos, os aquidavis ou baquetas não são usados nesse toque, sempre acompanhado do Gã (agogô) para marcar o compasso.

O Afoxé Filhos de Gandhi da Bahia, é talvez o mais tenaz dos grupos culturais brasileiros na preservação desse ritmo. O Afoxé Filhos de Gandhi, basicamente só toca Ijexá e assim ele se mantém vivo. Herança de África, viva aqui na Latinamérica.

Na música popular o ritmo se manifesta em gravações como ¨Beleza Pura¨ de Caetano Veloso, ¨Palco¨ (versão do Acústico Unplugged) de Gilberto Gil, ¨É d´Oxum¨ de Gerônimo e Vevé Calazans, gravada por Gal Costa e por vários outros intérpretes da música brasileira. Presente também em uma música do DVD Jorge Vercilo ao vivo, no qual ele cita o ritmo. Pode se encontrar traços do ritmo em outra canções populares brasileiras, como “O que foi feito de vera, O que foi feito deverá” de Milton Nascimento. Também pode ser encontrado na música “Ijexá” , na voz de Clara Nunes.

Legenda dos Toques

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Dicas

Como visto o ijexá é um toque africano usado em rituais e em vários sambas.

Para entendermos como executar bem esse ritmo, precisamos saber como ele é tocado em sua origem, para isso, vamos voltar um pouquinho na sua história, ou seja no atabaque!

O atabaque tradicional é feito em madeira e aros de ferro que sustentam e esticam o couro. Nos terreiros de candomblé, os três atabaques utilizados são chamados de “rum”, “rumpi” e “le”. O rum, o maior de todos, possui o registro grave; o do meio, rumpi, em o registro médio; o lé, o menor, possui o registro agudo podendo ser usado o aquidavi para a percussão.

Por esse motivo que temos 3 vozes distintas para tocar o ijexá.

Contribuições

Tags: variações, ijexá

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